Literatura indígena bilíngue

O registro da transmissão dos saberes ameríndios, em especial, o idioma, marca a presença de uma etnia e sua história. A Editora Pachamama objetiva publicar livros indígenas bilíngues, de autores indígenas, que registrem a História Ancestral e do Tempo Presente dos Povos Originários.

Acreditamos que a palavra escrita é diálogo, um espaço de memória, um movimento que se propaga.  Apresentaremos, nas narrativas dos livros, além do idioma, especificidades a exemplo dos costumes, medicina, espiritualidades, danças, músicas, dentre outros elementos culturais. As publicações evidenciam a presença indígena na sociedade e valorizam autores indígenas.

Com o diferencial de publicação de livros bilíngues, defendemos o Idioma como Patrimônio Imaterial dos Povos Originários. Representa uma produção simbólica, carregada de diferentes valores e capaz de expressar as experiências sociais indígenas, seus costumes e existência.  

A importância de conservar o que consideramos parte de um Patrimônio está no fato de que se constitui registro material da cultura, da expressão  artística, da forma de pensar e sentir das comunidades indígenas, que vêm sendo aniquiladas ao longo de nossa História.


Ressaltamos ainda que, com a implantação da lei 11.645/08, o ensino de Culturas e Literaturas Africanas, Afro-brasileiras e indígenas tornou-se obrigatório nas redes públicas e privadas de todo o território nacional. Ainda é precária e lacunar a sistematização de tais saberes indígenas, principalmente, no que diz respeito aos dados sobre as Línguas Indígenas, disponibilizados às escolas, universidades e demais instituições. 

A oralidade, por séculos, foi a forma de preservação das Culturas dos Povos Originários, mas, hoje, o registro é indispensável para que tais histórias não sejam esquecidas e/ou extintas. Disponibilizar o acesso aos bens do patrimônio cultural e de memória dos povos originários brasileiros é de grande importância como legado às futuras gerações. A participação de indígenas nas construções coletivas, voltadas para o livro, é um grande incentivo para a atuação cidadã.


A palavra que se desdobra a partir de quem lê deve estimular o nosso compromisso com as transformações necessárias para uma sociedade igualitária e democrática. O livro, para além de sua função de registro, é lugar de memória, afetividade e existência do indígena brasileiro. Schuteh  Boace Tapera!

 
 

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